Rede Globo perde em audiência nas classes C e D
Maio 28, 2008
Houve uma mudança no perfil dos telespectadores das novelas da Rede Globo na Grande São Paulo. “Senhora do destino” era a novela das oito de 2004, “Duas caras” é a atual. Ambas são do autor Aguinaldo Silva.
Em “Senhora do destino”, 30% dos espectadores eram das classes A e B; 43% da classe C e 28% das classes D e E. Já a audiência de “Duas caras” é formada por um público composto por: 35% das classes A e B; 50% da classe C e 15% das classes D e E.
A migração de parte da classe D para a classe C explica um pouco essa mudança, mas não totalmente, pois na Grande São Paulo as classes D e E, que representavam 28% em 2003, ainda representam 21,4% atualmente.
Talvez a concorrência de outros canais, que dialoguem mais diretamente com a baixa renda, seja uma explicação mais efetiva para essa mudança, a ser averiguada.
Fonte: Folha de São Paulo, 26/05/2008 - E6
Dinheiro embaixo do colchão é coisa do passado
Maio 28, 2008
Já comentamos aqui o fato de a baixa renda estar se bancarizando e de bancos estarem ajustando seus produtos e serviços para atender a essa demanda (veja exemplo). Foi divulgado, agora, um novo dado – o crescimento do número de transações bancárias em 2007.
A baixa renda foi o segmento que mais cresceu em número de movimentações bancárias no ano passado. As “contas simplificadas”, aquelas que movimentam até R$1.000,00, tiveram 12,2% mais transações. Esse aumento ficou acima daquele da média de todas as transações bancárias, que foi de 9,3%.
Fonte: www.metropoint.com, 26/05/2008
Repercussão da série de reportagens
Maio 9, 2008
Veja aqui um pouco do que comentaram sobre a pesquisa de empregadas domésticas e patroas, divulgada pela Avenida Brasil:
Planejamento financeiro deve envolver toda a família e quem convive com ela - InfoMoney
Pesquisa aponta domésticas como importantes influenciadoras de compras no Brasil - Mundo do Marketing
“[...] as domésticas – profissão mais comum entre as mulheres no país – trocam dicas de produtos com as patroas, indicando aqueles que consideram melhores, e recomendam mercados com preços mais baixos. É o que mostra um estudo da agência Avenida Brasil, especializada na base da pirâmide de renda” – A Gazeta – ES, 09/05/2008.
As donas da casa
Maio 9, 2008
Planos de saúde para todos
Maio 9, 2008
Levantamento da Primeira Consulta aponta que apenas 8% das classes D e E têm plano de saúde. Na classe A, a penetração é de 80%. Há, claramente, um mercado a ser conquistado. O custo mensal dos planos, entretanto, deve ser acessível.
Seguindo o caminho trilhado pela Amil e pela Medial, a Golden Cross começou a vender planos de saúde mais baratos, tendo como foco planos empresariais para empregados formais da classe C.
Os planos da seguradora começam a ser comercializados em São Paulo, estado que em 2007 concentrou 42% dos planos de saúde do país. Com o novo target, a Golden Cross pretende aumentar a carteira de clientes de São Paulo em 30%.
A demanda certamente existe, mas antes de crescermos os olhos nesse mercado é bom lembrarmos de onde ela vem: das péssimas condições gerais do sistema de saúde público, que tanto prejudica a baixa renda.
Fonte dos dados: Valor, 07/05/2008.
Uma pulga atrás da orelha – Ou dinheiro não aceita desaforo
Abril 23, 2008
Por João Augusto Palhares Neto
Sócio e Diretor de Criação da AvenidaBrasil Comunicação e Marketing
Você sabe que 88% dos brasileiros adultos não têm curso superior. Você sabe que a maioria das famílias com computador em casa está na base da pirâmide.
Você sabe que as classes C, D e E representam 86% da população brasileira e concentram a maior parte da renda nacional.
Você sabe que estamos falando de muita gente, pouca renda e baixa escolaridade.
Segundo o IBGE, esses brasileiros têm R$ 500 bilhões por ano para gastar. É muita grana. É um potencial enorme de consumo em qualquer língua, em qualquer economia e em qualquer lugar do planeta.
Então, vai encarar?
Você sabe como abordar, seduzir e vender para esses brasileiros que não consomem como você, não são sofisticados como você, não são parecidos com você?
Nas classes A e B urbanas, a indústria da propaganda aprendeu, há tempos, a trabalhar os mecanismos emocionais existentes entre as necessidades e as aspirações da “cabeça”, com as possibilidades e compromissos do “bolso” desses consumidores.
Infelizmente para publicitários e profissionais de marketing, as classes C, D e E são diferentes. Elas não são farinha desse mesmo saco.
Esse é um segmento de renda onde existe muita mobilidade social e muita surpresa no que se refere à renda disponível: consumidores com cabeça de classe A e bolso de classe C (professores primários e secundários, por exemplo). E muitos consumidores com cabeça de C ou D, com bolso de A ou B (você não imagina como existe gente com dinheiro, muitas vezes com primário incompleto, nas periferias das grandes cidades e no interior deste País).
Você sabe como anunciar para esses brasileiros?
E como é que fica? Você anuncia para a cabeça ou para o bolso?
Você acha que o modelo de propaganda que explora o “aspiracional” é a ferramenta que resolve essa questão?
Ou você acha que a propaganda globalizada (aquela que vale para a Holanda, a Itália e o Brasil), com fotos grandes, títulos inteligentes e pouco texto, é a que vai funcionar?
Ou o jeito é encarar a propaganda como entretenimento e diversão, porque o brasileiro – não importa se classe A ou E – adora rir das piadas dos comerciais?
E que mídias usar para convencer esse consumidor que vem fazendo a diferença no mercado de celulares, turismo, eletrodomésticos, ensino, cosméticos, financeiras, supermercados etc.?
Você sabe, mídia custa caro.
Quer você encare esse gasto como custo ou investimento.
Por isso, conhecer a cabeça e o bolso do consumidor – para quem nós vamos anunciar – é uma questão crucial.
Na cadeia do consumo (matéria-prima, produção, embalagem, logística, comercialização, impostos, etc.) a propaganda aparece no momento que você coloca o produto na frente do gol.
É uma espécie de pênalti, que deveria ser encarado com a máxima solenidade. Como dizia Neném Prancha, um famoso frasista/filósofo carioca dos anos 50: “Pênalti é uma ciosa tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube”.
Entre o primeiro e o terceiro mundos
Abril 22, 2008

Reportagem sobre a epidemia de dengue no Rio de Janeiro, publicada no Los Angeles Times em 21/04/2008, aponta para o descompasso vivido no Brasil.
Por um lado, nosso país se mostra como um pólo intenso de desenvolvimento: a moeda está valorizada, as vendas de automóveis têm aumentado, o mercado imobiliário está acelerado e estamos atraindo investidores. Por esses fatores, diz o jornal, estaríamos prontos para adentrar o “Primeiro Mundo”.
Por outro lado, vivemos a eminência de uma preocupação certamente cabível apenas aos países do “Terceiro Mundo”: a dengue, doença que vem se espalhando pelo país como uma epidemia – e afastando os turistas da “Cidade Maravilhosa”.
A Embaixada dos Estados Unidos, tal qual as de outros países, aconselha seus turistas a tomarem precauções contra o mosquito transmissor da doença: sugerem, por ex., que usem mangas compridas e evitem calças curtas.
Com esses dois lados da mesma pergunta, ficamos com a seguinte pergunta: que país queremos ser – aquele que cresce, e no qual o crédito dá acesso à baixa renda; ou aquele onde a dengue se espalha, sobretudo entre a população de baixa renda, que carece de informações e de qualidade hospitalar, pois dependem dos serviços de saúde pública? Certamente, o primeiro.
Veja aqui a reportagem
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Amanco do Brasil lança marca para baixa renda
Abril 17, 2008
Informamos aqui, há poucos dias, que a Tigre lançou uma empresa voltada para as classes C e D (veja aqui), a Plena, e já investiu R$25 milhões na marca.
Pois a concorrência vem logo atrás: a Amanco Brasil, também fabricante de tubos e conexões, pertencente ao grupo mexicano Mexichem, deve investir US$56 milhões no Brasil, só nesse ano.
O gancho para atingir as classes C e D é uma linha de descargas que armazena 6, e não 9 litros de água – a Ecocaixa, ecologicamente correta e também mais econômica.
Marcos Bicudo, presidente da Amanco do Brasil, justifica a criação desse novo produto: “O que realmente move as vendas são os puxadinhos, por exemplo. A nossa caixa eco é efetivamente destinada a este público”.
Essa nova descarga chegará ao mercado ao custo de R$14. Outra nova investida da empresa são tubos destinados a obras de saneamento básico, apostando na verba destinada ao PAC para a melhoria da infra-estrutura urbana.
Fonte: Gazeta Mercatil, 10/04/2008
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O brasileiro de casa nova
Abril 16, 2008
Ao que tudo indica, o “boom” do mercado imobiliário não termina tão cedo. Além das novas oportunidades de parcelamento, que permitem a um segmento antes não abarcado comprar um imóvel novo, e dos novos empreendimentos imobiliários que pipocam pelas cidades, há crescente procura por financiamento.
De fevereiro a abril, somente o simulador de empréstimos habitacionais da Caixa, disponível online, teve mais de 3,8 milhões de consultas, que correspondem a mais de 12 milhões de simulações. A média foi de 90 mil consultas e 300 mil simulações por dia, de acordo com a Folha de São Paulo (5/04/2008).
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Quantas folhas têm o tipo de papel higiênico mais vendido?
Abril 15, 2008
No ano passado, 15% dos rolos de papel higiênico consumidos tinham folha dupla, e 85% tinham folha simples. 4,72 bilhões de rolos do papel higiênico foram consumidos em 2007, em um mercado que movimentou R$2,17 bilhões.
Mas só apresentou crescimento em 2007 o papel de folha dupla, segmento de maior qualidade – com as vendas 8% mais altas que em 2006. Já o papel de folha simples – menos macio, resistente e absorvente, mas mais barato – teve queda de vendas de 1,16%, o que representa mais de R$ 60 milhões indo por água abaixo.
Com o crescimento da renda, os consumidores populares estão, cada vez, mais adentrando o mercado de papel de folha dupla. Como 98% da população já utiliza algum tipo de papel higiênico, conquistar o público de baixa renda para o uso do papel de folha dupla parece ser o melhor caminho para aumentar os lucros, agregando valor ao produto.
E está dando certo. Mario Loor, da Kimberly-Clark Brasil, garante que quem experimenta Neve se torna fiel à marca, independente do preço. O desafio agora é fazê-los abandonar de vez o papel de folha simples. Já para as classes A e B, a chilena Protisa lançou um papel com folha tripla, com a marca Dualette.
Fonte: Valor, 10/04/2008







