Veja aqui um pouco do que comentaram sobre a pesquisa de empregadas domésticas e patroas, divulgada pela Avenida Brasil:

Planejamento financeiro deve envolver toda a família e quem convive com ela - InfoMoney

Pesquisa aponta domésticas como importantes influenciadoras de compras no Brasil - Mundo do Marketing

“[...] as domésticas – profissão mais comum entre as mulheres no país – trocam dicas de produtos com as patroas, indicando aqueles que consideram melhores, e recomendam mercados com preços mais baixos. É o que mostra um estudo da agência Avenida Brasil, especializada na base da pirâmide de renda” - A Gazeta - ES, 09/05/2008.

 

As donas da casa

Maio 9, 2008

Série apresentada em 4 episódios no Jornal Hoje, da Globo, explora a relação entre patroas e empregadas domésticas. Clique nas imagens e confira!

 

 

Levantamento da Primeira Consulta aponta que apenas 8% das classes D e E têm plano de saúde. Na classe A, a penetração é de 80%. Há, claramente, um mercado a ser conquistado. O custo mensal dos planos, entretanto, deve ser acessível.

 

Seguindo o caminho trilhado pela Amil e pela Medial, a Golden Cross começou a vender planos de saúde mais baratos, tendo como foco planos empresariais para empregados formais da classe C.

 

Os planos da seguradora começam a ser comercializados em São Paulo, estado que em 2007 concentrou 42% dos planos de saúde do país. Com o novo target, a Golden Cross pretende aumentar a carteira de clientes de São Paulo em 30%.

 

A demanda certamente existe, mas antes de crescermos os olhos nesse mercado é bom lembrarmos de onde ela vem: das péssimas condições gerais do sistema de saúde público, que tanto prejudica a baixa renda.

 

Fonte dos dados: Valor, 07/05/2008.
Por João Augusto Palhares Neto
Sócio e Diretor de Criação da AvenidaBrasil Comunicação e Marketing
 

Você sabe que 88% dos brasileiros adultos não têm curso superior. Você sabe que a maioria das famílias com computador em casa está na base da pirâmide.

Você sabe que as classes C, D e E representam 86% da população brasileira e concentram a maior parte da renda nacional.

Você sabe que estamos falando de muita gente, pouca renda e baixa escolaridade.

Segundo o IBGE, esses brasileiros têm R$ 500 bilhões por ano para gastar. É muita grana. É um potencial enorme de consumo em qualquer língua, em qualquer economia e em qualquer lugar do planeta.

Então, vai encarar?

Você sabe como abordar, seduzir e vender para esses brasileiros que não consomem como você, não são sofisticados como você, não são parecidos com você?

Nas classes A e B urbanas, a indústria da propaganda aprendeu, há tempos, a trabalhar os mecanismos emocionais existentes entre as necessidades e as aspirações da “cabeça”, com as possibilidades e compromissos do “bolso” desses consumidores.

Infelizmente para publicitários e profissionais de marketing, as classes C, D e E são diferentes. Elas não são farinha desse mesmo saco.

Esse é um segmento de renda onde existe muita mobilidade social e muita surpresa no que se refere à renda disponível: consumidores com cabeça de classe A e bolso de classe C (professores primários e secundários, por exemplo). E muitos consumidores com cabeça de C ou D, com bolso de A ou B (você não imagina como existe gente com dinheiro, muitas vezes com primário incompleto, nas periferias das grandes cidades e no interior deste País).

Você sabe como anunciar para esses brasileiros?

E como é que fica? Você anuncia para a cabeça ou para o bolso?

Você acha que o modelo de propaganda que explora o “aspiracional” é a ferramenta que resolve essa questão?

Ou você acha que a propaganda globalizada (aquela que vale para a Holanda, a Itália e o Brasil), com fotos grandes, títulos inteligentes e pouco texto, é a que vai funcionar?

Ou o jeito é encarar a propaganda como entretenimento e diversão, porque o brasileiro - não importa se classe A ou E - adora rir das piadas dos comerciais?

E que mídias usar para convencer esse consumidor que vem fazendo a diferença no mercado de celulares, turismo, eletrodomésticos, ensino, cosméticos, financeiras, supermercados etc.?

Você sabe, mídia custa caro.

Quer você encare esse gasto como custo ou investimento.

Por isso, conhecer a cabeça e o bolso do consumidor - para quem nós vamos anunciar - é uma questão crucial.

Na cadeia do consumo (matéria-prima, produção, embalagem, logística, comercialização, impostos, etc.) a propaganda aparece no momento que você coloca o produto na frente do gol.

É uma espécie de pênalti, que deveria ser encarado com a máxima solenidade. Como dizia Neném Prancha, um famoso frasista/filósofo carioca dos anos 50: “Pênalti é uma ciosa tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube”.

 

 

 

Reportagem sobre a epidemia de dengue no Rio de Janeiro, publicada no Los Angeles Times em 21/04/2008, aponta para o descompasso vivido no Brasil.

 

Por um lado, nosso país se mostra como um pólo intenso de desenvolvimento: a moeda está valorizada, as vendas de automóveis têm aumentado, o mercado imobiliário está acelerado e estamos atraindo investidores. Por esses fatores, diz o jornal, estaríamos prontos para adentrar o “Primeiro Mundo”.

 

Por outro lado, vivemos a eminência de uma preocupação certamente cabível apenas aos países do “Terceiro Mundo”: a dengue, doença que vem se espalhando pelo país como uma epidemia – e afastando os turistas da “Cidade Maravilhosa”.

 

A Embaixada dos Estados Unidos, tal qual as de outros países, aconselha seus turistas a tomarem precauções contra o mosquito transmissor da doença: sugerem, por ex., que usem mangas compridas e evitem calças curtas.

 

Com esses dois lados da mesma pergunta, ficamos com a seguinte pergunta: que país queremos ser – aquele que cresce, e no qual o crédito dá acesso à baixa renda; ou aquele onde a dengue se espalha, sobretudo entre a população de baixa renda, que carece de informações e de qualidade hospitalar, pois dependem dos serviços de saúde pública? Certamente, o primeiro.

 

Veja aqui a reportagem 

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Informamos aqui, há poucos dias, que a Tigre lançou uma empresa voltada para as classes C e D (veja aqui), a Plena, e já investiu R$25 milhões na marca.

 

Pois a concorrência vem logo atrás: a Amanco Brasil, também fabricante de tubos e conexões, pertencente ao grupo mexicano Mexichem, deve investir US$56 milhões no Brasil, só nesse ano.

 

O gancho para atingir as classes C e D é uma linha de descargas que armazena 6, e não 9 litros de água – a Ecocaixa, ecologicamente correta e também mais econômica.

Marcos Bicudo, presidente da Amanco do Brasil, justifica a criação desse novo produto: “O que realmente move as vendas são os puxadinhos, por exemplo. A nossa caixa eco é efetivamente destinada a este público”.

 

Essa nova descarga chegará ao mercado ao custo de R$14. Outra nova investida da empresa são tubos destinados a obras de saneamento básico, apostando na verba destinada ao PAC para a melhoria da infra-estrutura urbana.

 

Fonte: Gazeta Mercatil, 10/04/2008

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Ao que tudo indica, o “boom” do mercado imobiliário não termina tão cedo. Além das novas oportunidades de parcelamento, que permitem a um segmento antes não abarcado comprar um imóvel novo, e dos novos empreendimentos imobiliários que pipocam pelas cidades, há crescente procura por financiamento.

 

De fevereiro a abril, somente o simulador de empréstimos habitacionais da Caixa, disponível online, teve mais de 3,8 milhões de consultas, que correspondem a mais de 12 milhões de simulações. A média foi de 90 mil consultas e 300 mil simulações por dia, de acordo com a Folha de São Paulo (5/04/2008).

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No ano passado, 15% dos rolos de papel higiênico consumidos tinham folha dupla, e 85% tinham folha simples. 4,72 bilhões de rolos do papel higiênico foram consumidos em 2007, em um mercado que movimentou R$2,17 bilhões.

 

Mas só apresentou crescimento em 2007 o papel de folha dupla, segmento de maior qualidade – com as vendas 8% mais altas que em 2006. Já o papel de folha simples – menos macio, resistente e absorvente, mas mais barato – teve queda de vendas de 1,16%, o que representa mais de R$ 60 milhões indo por água abaixo.

 

Com o crescimento da renda, os consumidores populares estão, cada vez, mais adentrando o mercado de papel de folha dupla. Como 98% da população já utiliza algum tipo de papel higiênico, conquistar o público de baixa renda para o uso do papel de folha dupla parece ser o melhor caminho para aumentar os lucros, agregando valor ao produto.

 

E está dando certo. Mario Loor, da Kimberly-Clark Brasil, garante que quem experimenta Neve se torna fiel à marca, independente do preço. O desafio agora é fazê-los abandonar de vez o papel de folha simples. Já para as classes A e B, a chilena Protisa lançou um papel com folha tripla, com a marca Dualette.

 

Fonte: Valor, 10/04/2008

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Quem quer pintar a casa?

Abril 14, 2008

Em 2007, as fabricantes de tintas cresceram 8% e tiveram faturamento de US$2,443 bilhões. Esse ano parece que o crescimento vai ser ainda maior: elas agora avançam para o promissor mercado de baixa renda, já que 63% das residências de classe C que serão reformadas esse ano deverão ter investimento em pintura.

 
Fonte: Gazeta Mercantil, 14/04/2008.

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Mais uma pesquisa* confirma o que a gente já sabia há muito tempo: para a baixa renda, importa mais o valor das prestações a serem pagas do que o total da compra.

Sim, 2X R$250,00 é melhor que uma parcela de R$400,00.

Nem o valor da taxa de juros importa tanto quanto o parcelamento: 81,7% da baixa renda desconhece o valor da taxa de juros que paga nas operações de crédito.

E, para dar conta de tantas parcelas e valores altos divididos em várias prestações, sem “bloquear” o limite do cartão, é preciso ter jogo de cintura. A posse de vários cartões pelo mesmo titular é opção recorrente no segmento para amenizar esse problema.

* Painel Financeiro da Indústria/ Instituto Fractal

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