Comunicação para a baixa renda
Abril 8, 2008
Já na capa da Meio & Mensagem de 7/04/2008 está a preocupação atual da comunicação: dado o crescimento da renda popular, como se comunicar com a baixa renda? E já uma sugestão: “quem quiser crescer com eles [classes C, D e E], terá de aprimorar suas campanhas e se despir de preconceitos, que afetam da criação à escolha da mídia. Uma recomendação é investir em pesquisas. O desafio é fazer com que o mercado se coloque no lugar dessas pessoas para criar estratégias que gerem resultados”.
Na matéria interna à revista, Renato Meirelles, sócio-diretor da agência Avenida Brasil (focada nas classes C, D e E), dá dicas de como se comunicar com esse público: a mensagem deve ser inteligível, simples e objetiva; composta por diversas cores; expor a idéia de forma clara para que gere boca a boca e, por fim, transmitir a idéia de inclusão.
O publicitário, que tem vasta experiência em grupos de discussão, lembra ainda que “na comunicação para as classes A e B, fala-se para o indivíduo. Na baixa renda, o foco é o coletivo. Na maioria das vezes, as peças sofisticadas não atingem esses novos consumidores. Daí a necessidade de partir para ações características do varejo, que passam os benefícios de uma maneira mais tangível”.
Vale lembrar que a Avenida Brasil Comunicação e Marketing, dos publicitários João Augusto Palhares Neto, Wagner Sarnelli e Renato Meirelles, é a primeira agência de publicidade no Brasil com foco na base da pirâmide de renda. Seguramente é a agência que mais conhece o comportamento do consumidor popular e a sua relação, cada vez mais dinâmica, com marcas, serviços e produtos.
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